terça-feira, 5 de janeiro de 2010
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de repente não faz mais sentido falares o quanto antes costumavas falar. de repente não faz mais sentido partilhar certos pensamentos, certas palavras, certas desconversas. de repente o silêncio é mais conveniente. de repente, as coisas fazem sentido só para ti, perdendo razão de serem partilhadas. de repente não enxergas mais o porque.
sexta-feira, 25 de dezembro de 2009
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te sentes ausente, como se não fizesse mais parte daquilo tudo. não consegues mais falar tanto e se envolver. ficas calado no teu canto, observando, melancólico. triste.
terça-feira, 22 de dezembro de 2009
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mesmo quando chega a calmaria, teu corpo ainda reclama alguma coisa. lateja, contorce, dói e sua. por um momento simplesmente desistes, deixas estar e pronto. deixas que teus pés sejam molhados pelo mar, e evitas pensar em qualquer coisa.
quinta-feira, 12 de novembro de 2009
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é difícil não se abater com toda essa sequência de fracassos. ontem teu corpo não aguentou e expeliu tudo o que podia. difícil também conseguir, em um momento desses, não deixar o estresse vir. e dizem que, se continuares assim, morres cedo.
terça-feira, 20 de outubro de 2009
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às vezes o tempo é teu amigo. te mostra alguns pontos que necessitam de ajustes de maneira que abrem os teus olhos astigmáticos. abater-se é normal, mas nada conveniente deixar-se levar apenas por isso, e manter as coisas em seus indevidos lugares. muitas vezes lhe falta ânimo, força, motivação. o comodismo e descaso são fáceis, porém inúteis.
3,2 cm³ devem ser o suficiente para que te levantes, mesmo que devagar, de grão em grão, mas que levantes, ao menos.
3,2 cm³ devem ser o suficiente para que te levantes, mesmo que devagar, de grão em grão, mas que levantes, ao menos.
segunda-feira, 14 de setembro de 2009
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depois de alguns dias oscilatórios, ainda existe otimismo por aí. ignoras o frio e o céu nublado de curitiba, e lutas.
terça-feira, 18 de agosto de 2009
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o ócio criativo instalou-se em teus dias já faz algum tempo. não gravas nada próximo do concreto já faz meses. a ultima idéia que tivestes para uma música surgiu dois ou três meses atrás, e ela ainda permanece como uma idéia. tentastes também retomar o hábito da leitura, mas não engrenou. estás aí, parado, no limbo. flutuando ainda sem saber exatamente o que fazer. os fotogramas, ao menos eles, te serviram de válvula de escape nos ultimos dias. e agora o sol sumiu mais uma vez, e teu apartamento continua guardando o frio. por fim, te encolhes.
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